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quinta-feira, 18 de março de 2010

Entenda a polêmica sobre a distribuição dos royalties do petróleo e saiba como gerou toda essa confusão!

A aprovação pela Câmara dos Deputados de uma emenda que muda as regras de distribuição dos royalties do petróleo colocou o governo federal, Estados e municípios diante de uma polêmica envolvendo disputas políticas e interesses regionais.

Na semana passada, os deputados decidiram que os royalties - espécie de compensação financeira paga pelos exploradores - devem ser distribuídos de forma igualitária entre todos os Estados e municípios do país.

A decisão muda a regra atual, em que Estados e municípios produtores recebem uma parcela maior dos royalties pagos pelas empresas.

A emenda aprovada pela Câmara será ainda encaminhada ao Senado, mas a decisão entre os deputados já foi suficiente para deflagrar a polêmica sobre quem deve receber a verba gerada com a exploração do petróleo.

Entenda o debate em questão:

O que são royalties e como são cobrados?

De modo geral, royalty é um valor cobrado pelo proprietário de uma patente ou ainda por uma pessoa ou empresa que detém o direito exclusivo sobre determinado produto ou serviço.

No caso do petróleo, os royalties são cobrados das concessionárias que exploram a matéria-prima, de acordo com sua quantidade, e o valor arrecadado fica com o poder público.

De acordo com a legislação brasileira, Estados e municípios produtores - além da União - têm direito à maioria absoluta dos royalties do petróleo. A divisão atual é de 40% para a União, 22,5% para Estados e 30% para os municípios produtores. Os 7,5% restantes são distribuidos para todos os municípios e Estados da federação.

A justificativa para essa divisão é de que os royalties são uma espécie de compensação às administrações locais, pelo fato de o recurso ser finito. Além disso, essas localidades em tese têm mais gastos com infraestrutura e prevenção de acidentes, por exemplo.

Segundo a Agência Nacional do Petrólo (ANP), o Brasil arrecadou R$ 7,9 bilhões em royalties no ano passado.

Por que a distribuição de royalties voltou ao centro da discussão?

Com a descoberta da camada pré-sal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a defender novas regras para a exploração do petróleo no país.

Um dos argumentos é de que as empresas terão acesso a reservas de alto potencial e com risco exploratório perto de zero - o que justificaria um novo marco regulatório.

Foi nesse contexto que o presidente Lula apresentou, em agosto do ano passado, quatro projetos de lei propondo mudanças no setor, sendo um deles na distribuição dos royalties.

O governo Lula, que chegou a defender a distribuição igualitária dos royalties, voltou atrás diante da pressão dos Estados produtores e passou a defender um tratamento diferenciado para essas administrações.

Mas os deputados não aceitaram a proposta e aprovaram uma emenda, apresentada pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), Humberto Souto (PPS-RS) e Marcelo Castro (PMDB-PI), que prevê a distribuição dos royalties do pré-sal para todos os Estados da federação.

A divisão aprovada na Câmara por 369 votos a favor e 72 contrários é de que 30% dos royalties sejam destinados aos Estados, 30% aos municípios e 40% à União, sem tratamento diferenciado para os produtores.

A chamada "emenda Ibsen" foi além da camada pré-sal e estendeu a nova distribuição de royalties também às bacias tradicionais, incluindo as já licitadas.

Cálculos apresentados pelo deputado Humberto Souto mostram que o Estado do Piauí, por exemplo, poderá receber R$ 317 milhões em royalties ainda este ano, enquanto o Rio de Janeiro, maior Estado produtor, ficaria com cerca de R$ 200 milhões.

Quais são os argumentos a favor da nova distribuição?

O principal argumento dos parlamentares favoráveis à mudança das regras é de que o petróleo pertence "a todo o país", o que justificaria uma distribuição igualitária dos royalties.

Segundo o deputado Marcelo Castro, "não interessa que a exploração seja feita de frente para o Rio de Janeiro". Para ele, é preciso usar o petróleo para fazer "justiça social" e "reduzir desquilíbrios" regionais. Sendo que, o Rio de Janeiro é um dos maiores produtores de petróleo do pais. Nada mais justo ficar com a aior parte.

Na avaliação do deputado Ibsen Pinheiro, a exploração do petróleo é feita no mar, não havendo, segundo ele, possibilidade de danos para Estados e municípios produtores.

Ainda de acordo com o deputado, não seria "justo" privilegiar dois Estados e "prejudicar" 25. Em entrevista ao site G1, Ibsen disse que os Estados produtores "têm, no máximo, vista para o mar, que é muito privilegiada".

Os defensores da distribuição igualitária dizem também que todos os Estados acabam pagando, por meio da União, pelas pesquisas da Petrobras e pelos testes nos poços - e por isso devem ser beneficiado com royalties.

"Essa matéria tem fundamento jurídico, fundamento moral e maioria. Nada justifica a desigualdade", disse Ibsen, durante a votação da emenda.

Ainda de acordo com o deputado, "é justo que o petróleo pertença a todos os brasileiros, pois todos somos iguais perante a lei". O deputado Fernando Coruja (PPS-SC) acrescentou que a regra "inverte a concentração de recursos", permitindo que os municípios com menos dinheiro "participem da riqueza do petróleo".

O que dizem os Estados e municípios produtores?

A emenda Ibsen tem sido fortemente criticada pelas lideranças do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que descreveram a medida como "covardia". O governador do Rio, Sergio Cabral Filho, chegou a chorar em público ao comentar a decisão da Câmara.

Segundo ele, os deputados que votaram a favor da emenda esperando algum "benefício eleitoral" em seu Estado estão "equivocados". Sua avaliação é de que a população brasileira será "solidária" ao Rio.

De acordo com cálculos apresentados pelo deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), a arrecadação do Estado do Rio de Janeiro com royalties do petróleo cairia de R$ 5 bilhões para cerca de R$ 100 milhões.

O governador do Rio disse que a perda de receita afetará as obras para os Jogos Olímpicos de 2016 e convocou a população para uma caminhada no centro da cidade, na quarta-feira.

Representantes dos Estados produtores veem ainda "falhas jurídicas" na emenda, por mudar as regras de contratos já firmados, no caso dos poços que já foram licitados.

"Campos já licitados, já leiloados, não podem ter as regras mudadas, porque isso fere os princípios jurídicos, muda cláusulas de situações já consagradas", disse o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

Existe a possibilidade de um acordo?

A aprovação da emenda Ibsen criou um embate entre os Estados da federação, com Rio de Janeiro e Espírito Santo de um lado, e as outras 25 unidades do outro.

Diante da disputa regional, lideranças do governo Lula tentam agora costurar uma nova proposta antes que a matéria seja votada no Senado.

Uma das alternativas apresentadas pelo deputado Ibsen Pinheiro é de que a União use sua cota na distribuição dos royalties para compensar pelo menos parte das perdas nos Estados e municípios produtores.

Segundo o deputado, os prejudicados poderão ser compensados pela União até que a produção de petróleo atinja níveis que garantam os atuais patamares de remuneração.

No entanto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo na Casa rebateu essa possibilidade.

A ideia do governo, agora, é elaborar um projeto de lei específico sobre a questão dos royalties. Dessa forma, a matéria poderia ser apreciada normalmente (sem o pedido de urgência), o que daria tempo para que o assunto seja melhor discutido.

Caso os senadores mantenham a emenda que redistribui os royalties, o presidente Lula poderá vetá-la ou não. A partir daí o veto presidencial terá de ser votado por deputados e senadores, em sessão conjunta.

Quais são as implicações eleitorais do debate?

A discussão sobre os royalties do petróleo tem um forte apelo eleitoral, com potencial de desgaste tanto para governo como para a oposição.

No caso do governo, esse potencial tende a ser maior, já que o presidente Lula está diretamente envolvido no debate, podendo vetar ou não a decisão do Senado.

Se os senadores concordarem com a redistribuição dos royalties, o presidente Lula terá de decidir se fica do lado dos dois Estados produtores ou do restante do país.

"Seria um decisão desgastante em meio à campanha da ministra Dilma Roussef", diz um deputado da base aliada ao governo, referindo-se à pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.

O assunto também é visto com receio pela oposição, que teme se indispor com o restante do país em pleno ano eleitoral.

O governador de São Paulo e possível candidato à Presidência, José Serra, tem evitado criticar de forma mais contundente a emenda Ibsen, mesmo estando à frente de um dos três Estados produtores de petróleo.

Serra disse nesta quarta-feira que distruibir os benefícios do petróleo para todo o Brasil é uma "preocupação correta", mas que o projeto, do jeito que está, é "inaceitável".

A avaliação de um deputado da oposição é de que o governador está prestes a oficializar sua pré-canditura à Presidência e que "comprar briga" com o restante do país "teria um alto custo". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Precisamos nor unir para que isso não aconteça.

Três cidades gaúchas se unem ao Rio

Minoria no Estado, três prefeitos gaúchos do Litoral Norte – Cidreira, Imbé e Tramandaí – uniram-se ontem à marcha dos descontentes do Rio. Com camisetas e faixas, o objetivo era chamar a atenção para o problema das cidades que hoje são beneficiadas pelo embarque e desembarque do produto a ser refinado pela Petrobras em solo gaúcho.

A mudança geraria perda de receita para essas prefeituras (mais Osório) acima de R$ 20 milhões anuais a partir de 2010. Um dos líderes do movimento, o prefeito de Tramandaí, Anderson Hoffmeister (PP), estima que o município teria uma redução de R$ 11 milhões no orçamento de R$ 68 milhões no próximo ano. Em 2010, a perda seria de R$ 7 milhões.

Imbé é um dos municípios mais atingidos, perdendo R$ 9 milhões este ano. O orçamento previsto é de R$ 43 milhões. Uma preocupação é o gasto com pessoal, que ficará mais pesado.

No sábado, as prefeituras farão manifestação na ponte Giuseppe Garibaldi, entre Imbé e Tramandaí. A ideia é parar somente parte da pista, a partir das 10h, sem prejudicar o trânsito.

Participe você também desse debate. Dê a sua opinião, é muito importante para nós!!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Alimentos termogênicos

Saiba como fazer para melhorar sua alimentação e ajudar seu organismo a trabalhar melhor. Fique sempre em forma com sua alimentação saudável pois lembre-se: nada é proibido, apenas precisamos saber reeducar-nos na hora da alimentação.


No processo de emagrecimento, alguns alimentos podem auxiliar na queima de gorduras. Durante a digestão o organismo gasta energia, ou seja, o corpo queima calorias para conseguir digerir os alimentos. Quanto maior a dificuldade em ser digerido, maior é o valor termogênico do alimento. Quanto maior este valor termogênico, maior é o gasto calórico do organismo para digerí-lo, ou seja, maior é a queima calórica.
Os alimentos termogênicos podem ajudar uma pessoa a perder de 5 a 10 kg em três meses, pois auxiliam na aceleração do metabolismo. Mas muita atenção! Nenhum alimento em si é milagroso. Não basta apenas consumir alimentos que ajudam a acelerar o metabolismo, é necessário aliar uma dieta balanceada e atividade física para a perda de peso.
Para perceber os benefícios dos alimentos aceleradores do metabolismo, deve-se introduzi-los diariamente com regularidade no cardápio.

A variedade dos alimentos apontados como termogênicos é imensa. Não existe recomendação estabelecida sobre a quantidade a ser ingerida, mas existem algumas indicações.

Gengibre, pimenta vermelha e chá verde têm esse poder. Além de mostarda, laranja, kiwi, cafeína, guaraná em pó, aspargos, vegetais fibrosos (brócolis, acelga, couve), gorduras vegetais e, em especial, a de coco, produtos derivados de chocolate e os que contém ômega-3 (bacalhau, salmão, arenque, sardinha, anchova) e ácido linolêico conjugado (nutriente encontrado na carne bovina, de peru e em alguns laticínios).

Esses alimentos não possuem efeitos milagrosos. Devem ser inclusos aliados a uma alimentação saudável e associados à prática de exercícios físicos, para que se tenha algum efeito positivo no processo de emagrecimento. Sozinhos não têm nenhum efeito no organismo.

Para fazerem efeito, os termogênicos devem ser introduzidos com regularidade no dia-a-dia. Mas há algumas medidas que queimam calorias sem nenhum sacrifício. Por exemplo, beber água gelada. Consumir oito copos de água gelada por dia queima cerca de 200 calorias. Isto porque o organismo gasta energia para elevar a temperatura da água de 5ºC para 37ºc, que é a temperatura corporal interna.

A seguir, seguem alguns alimentos termogênicos que ajudam você a entrar em forma:

Pimenta vermelha e pimentões:: Aumentam a circulação, melhoram a digestão e aumentam a temperatura do corpo. 3 a 4 gramas ao dia como tempero de pratos quentes e saladas é capaz de aumentar o metabolismo em 20%.

Gengibre: Aumenta o metabolismo em 20%. O gengibre pode ser consumido cru, no tempero de aves e peixes, refogado, em forma de chá ou batido no liquidificador com frutas. Deve ser consumido três vezes ao dia.

Vinagre de Maçã: 1 colher de chá duas vezes ao dia.

Ômega 3: Aumenta o metabolismo basal, ou seja, queima calorias. Elimina o excesso de líquidos e aumenta a energia do organismo. Além disso, funciona como anti-inflamatório, previne e trata doenças cardiovasculares. Fontes: óleo de prímula, óleos de peixes (como salmão e sardinha). Também está presente na semente de linhaça (misturar duas colheres de sopa a vitaminas, salada de frutas, saladas etc).

Chá Verde: 1 xícara de chá de 5 a 10 minutos antes das principais refeições. O chá verde e o branco possuem inúmeras propriedades terapêuticas já conhecidas na prevenção de doenças, além de acelerar o funcionamento do metabolismo. Os compostos presentes na planta reduzem a absorção de açúcar no sangue - o que ajuda a diminuir a compulsão por doces - e inibem a ação da amilase, enzima responsável pela digestão de carboidratos. Além disso, aceleram o trânsito intestinal.

Canela: Uma grama duas vezes ao dia, na forma de chá, polvilhada em sopas ou preparada com queijo, gratinada no forno ou polvilhada em frutas como maçã ou banana.
Guaraná em pó: Em pó ou cápsulas, 2 gramas, duas vezes ao dia. Encontrado em drogarias e casas de produtos naturais.

Apesar desses alimentos serem naturais, hipertensos,cardiopatas, gestantes e lactantes precisam ter atenção ao consumi-los, já que o excesso pode levar ao aparecimento de sintomas como dor de cabeça, tontura e insônia.

As orcas são golfinhos e não baleias

A Orca (Orcinus orca) é um animal que pertence à Subordem Odontoceti, enquanto que às baleias pertencem à Subordem Mysticeti. Uma dica fácil para você distinguir se é uma baleia ou golfinho é verificar se o animal possui dentes, se o possuírem é porque pertencem à Subordem Odontoceti ( lembre odonto= dentes), ou seja, é um golfinho. As baleias são destituídas de dentes e possuidoras de duas séries de lâminas( filtros) na região maxilar (aqueles fios longos e flexíveis que se assemelham a pêlos, nos desenhos e documentários é normal mostrarem quando o animal abre a boca). Outro animal que é confundido com baleia é o Cachalote (Physeter macrocephalus), mas ele também é um Odontoceti!

terça-feira, 16 de março de 2010

Agencias de emprego no Rio de Janeiro:

WORKLIFE RECURSOS HUMANOS
Av. Almirante Barroso, 6 - Sala 702 - Centro - RJ
Tel: (21) 220-0660
QUATRO RECURSOS HUMANOS
Av. Almirante Barroso, 52 - Sala 20 - Centro - RJ
Av. Almirante Barroso, 63 - Sala 1417 - Centro - RJ
ZAPT RECURSOS HUMANOS
Av. Almirante Barroso, 63 - Sala 1806 - Centro - RJ
Tel: (21) 533-0562
NPA AGÊNCIA DE EMPREGOS
Av. Almirante Barroso, 72 - Sala 201 - Centro - RJ
CONTRAL RIO RECURSOS HUMANOS
Av. Almirante Barroso, 90 - Sala 701 - Centro - RJ
Tels: (21) 532-5206 / 240-7002
ATO RECURSOS HUMANOS
Av. Almirante Barroso, 91A - Sala 709 - Centro - RJ
Tel: (21) 240-5360
MAIA ASSESSORIA EMPRESARIAL
Av. Almirante Barroso, 90 - Sala 908 - Centro - RJ
Av. Almirante Barroso, 91 - Sala 710 - Centro - RJ
Tel: (21) 262-8198
LIDER RIO RECURSOS HUMANOS
Av. Almirante Barroso, 91 - Sala 801 - Centro - RJ
Tel: (21) 220-7522
PRISMA RECURSOS HUMANOS
Av. Almirante Barroso, 91 - Sala 1119 - Centro - RJ
Tel: (21) 262-5319
RENOVA RECURSOS HUMANOS
Av. Almirante Barroso, 90 - Sala 902 - Centro - RJ
GLOBAL AGÊNCIA DE EMPREGOS
Av. Almirante Barroso, 91 - Sala 609 - Centro - RJ
Tel: (21) 240-7263
PRONAN RECURSOS HUMANOS
Rua do Ouvidor, 60 - Sala 512 - Centro - RJ
RH AGÊNCIA DE EMPREGOS
Av. Rio Branco, 24 - Sala 905 - Centro - RJ
LOCATIME AGÊNCIA DE EMPREGOS
Av. Rio Branco, 37 - Sala 303 - Centro - RJ
ACTION LINE ASSESSORIA DE EMPRESAS
Av. Rio Branco, 37 - Sala 805 - Centro - RJ
TRADE RIO
Av. Rio Branco, 45 - Sala 1309 - Centro - RJ
MAINPOWER RECURSOS HUMANOS
Av. Rio Branco, 103 - 5º Andar - Centro - RJ
SELTIME SERVIÇOS TEMPORÁRIOS
Av. Rio Branco, 103 - 9º Andar - Centro - RJ
Tel: (21) 262-7322
PEAT MARWICK
Av. Rio Branco, 110 - Salas 37 e 38 - Centro - RJ
Tel: (21) 272-2700
TREVISAN
Av. Rio Branco, 110 - Sala 19 - Centro - RJ
BETTER RECURSOS HUMANOS
Av. Rio Branco, 81 - 7º Andar - Centro - RJ
PERSONALE RECURSOS HUMANOS
Rua Uruguaiana, 174 - 10º Andar - Centro - RJ - Cep: 20050-092
Home-Page: http://www.personale.com.br
LTM CONSULTORES ASSOCIADOS
Av. Rio Branco, 110 - 37º Andar - Centro - RJ - Cep: 20040-001
PMLUZ RECURSOS HUMANOS
Av. das Américas, 500 - Bloco 21 - Loja 143 - Barra da Tijuca - RJ
ALLIAGE RECURSOS HUMANOS
Av. Rio Branco, 277 - Grupo 1001 - Centro - RJ - Cep: 20040-009
GELRE RECURSOS HUMANOS
Av. Treze de Maio, 33 - Bloco B - 34º Andar - Centro - RJ
Home-Page: http://www.gelre.com.br
GENTE RECURSOS HUMANOS
Av. Treze de Maio, 23 - Grupo 602 - Centro - RJ
PRACTICAL TIME
Av. Presidente Vargas, 534 - 7º Andar - Centro - RJ
AFAMAR RECURSOS HUMANOS
Rua Senador Dantas, 80 - Grupo 1704/1708 - Centro - RJ
Tel: (21) 524-0803
E-Mail: afamar@afamar.com.br
SELECTOR RECURSOS HUMANOS
Av. Rio Branco, 115 - 5º Andar - Centro - RJ
PESSOAL AGÊNCIA DE EMPREGOS
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GROSSI SCHNEIDER CONSULTORIA
Av. Rio Branco, 120 - Grupo 901 - Centro - RJ
SELEÇÃO TRADICIONAL
Av. Rio Branco, 120 - Grupo 906 - Centro - RJ
FIRST RECURSOS HUMANOS
Av. Rio Branco, 134 - 7º Andar - Centro - RJ
PMT RECURSOS HUMANOS
Av. Rio Branco, 134 - Sala 18 - Centro - RJ
PRACTICE RECURSOS HUMANOS
Av. Rio Branco, 147 - Grupo 1901 - Centro - RJ
KNOW HOW CONSULTORIA
Av. Rio Branco, 150 - Grupo 1502 - Centro - RJ
SELECT RECURSOS HUMANOS
Av. Rio Branco, 151 - Grupo 504 - Centro - RJ
ATA AGÊNCIA DE EMPREGOS
Av. Rio Branco, 151 - Grupo 209 - Centro - RJ
QUALITY RECURSOS HUMANOS
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OBJETIVA AGÊNCIA DE EMPREGOS
Av. Rio Branco, 156 - Grupo 2926 - Centro - RJ
PRESERVICE
Av. Rio Branco, 185 - Grupo 1513 - Centro - RJ

O que é e como identificar vítimas de Bullying?

Bullying

O bullying escolar na infância é uma prática observada em várias culturas.
Bullying[1] é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
Caracterização do bullying
No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais:[2]
1. o comportamento é agressivo e negativo;
2. o comportamento é executado repetidamente;
3. o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O bullying divide-se em duas categorias:[1]
1. bullying direto;
2. bullying indireto, também conhecido como agressão social
O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
• espalhar comentários;
• recusa em se socializar com a vítima
• intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
• criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência. Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto.[3]
Características dos bullies
Pesquisas[4] indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido[5] que um deficiente em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser fatores de risco em particular. Estudos adicionais[6] têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima.[7] Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.[8] É freqüentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."[9]
O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal.
Tipos de bullying
Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:
• Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
• Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
• Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
• Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
• Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
• Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
• Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.
• Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
• Isolamento social da vítima.
• Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
• Chantagem.
• Expressões ameaçadoras.
• Grafitagem depreciativa.
• Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
Locais de bullying
O bullying pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.
Escolas
Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.[10] Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam. Nos anos 1990, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares. Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a práctica do bullying, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a simpatizar com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional", e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral. O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas), sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Freqüentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.
Local de trabalho
O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido[11] como:
"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é freqüentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".
Vizinhança
Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como bullying: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.
Política
O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio.
Militar
Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying como : "…o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos".[12] Todavia, é afirmado que o bullying militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de bullying militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto.[13] Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o bullying sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente (veja dedovschina). Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes..[14]
Alcunhas ou apelidos (dar nomes)
Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma verruga ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).